24.2.11

Genética ♦


Já pensou se você acordasse num dia qualquer. Olhasse a sua mãe e não visse nada dela em você, não na aparencia, mas nas atitudes, virtudes e defeitos? Se você olhasse suas fotos de infância e notasse que aquela garotinha de cachinhos de ouro e olhos puxadinhos não lembrassem ninguém, até porque você era a unica loirinha da familia? Se você procurasse a origem do seu orgulho, da sua indecisão ou do seu jeito de dormir e não os visse nem no seu pai, nem na sua irmã, nem nos seus tios e nem na sua avó? É estranho não é? eu sei que é. É dessa forma que me sinto. Única, não por ser diferente, mas por não carregar semelhanças evidentes dos meu familiares. Como se pertencesse a outro mundo.
Acho que eles me veem de uma forma que não bate bem com o que sou, coincidencia, talvez. Alguns, me acham mimada, antipática, inconsequente. Outros, como 'a filha que todo pai pediu a deus'. Tem uns que me chamam de dócil, meiga, falante, elétrica, mas isso era na infãncia. Já outros, teimam em me codificar como uma cabecinha sem um pingo de juizo ou como uma adolescente em crise qualquer. De tudo, o que mais me ofende é saber que eles não fazem idéia de quem eu sou de verdade. Que apesar de todo esse tempo, eles não me conhecem, não sabem minha musica favorita, meu jeito de mecher nos cabelos, meus bordões, meus sonhos, meus amores, minhas amizades, minha vida. Eles não sabem nada da minha vida e ainda por cima, me julgam sem motivos. Engraçado, não é?

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