6:30h da manhã, o despertador toca. Eu me acordo com aquela cara de ressaca, mas muito bem por dentro. Me sentia em paz, como dizem uns por aí. Me levantei, me arrumei e enfim, fui pro colégio. Passei pelas ruas como se estivesse no céu, em meio a anjos lindos com cachinhos dourados.
Foi quando cheguei no portão da escola. entrei com o pé direito, e logo nos primeiros passos, aquela sensação de bem estar ia sumindo, assim, tão de repente. Pessoas me olhavam da cabeça aos pés, enfim, meus amigos chegaram.
Eles estavam com um enorme sorriso estampado no rosto e eu, bem, não estava tão feliz com aquilo. Ele estava um pouco atrás, com seu nariz empinado, me olhando fixamente. Aqueles olhos me lembram momentos bons, mas esse é diferente. Você me matava com aquele olhar e só eu percebia isso. -Lá se vão meus dias de paz. sussurrei a mim mesma. Todos me receberam muito bem, até demais pra falar a verdade, mas ele foi o único que me virou o rosto. Uma dor enorme me consumia quando vi a sua reação, não acredito que você fez isso. Qual o mal que eu te fiz, hein? me responde, porque eu não sei o que foi. Então, me direcionei a sala de aula, com os pensamentos ainda em desordem, igual ao meu rosto que não estava lá dos melhores. Enfim, cheguei lá, num local que me trazia ânsia de vomito, apenas isso. Mas foi ali que passei meus mais dolorosos seis meses, convivendo com pessoas que não queria. Fazendo coisas que eu não queria. E enfim, quando estava me sentindo bem novamente, ele voltou a me perturbar. Toda a dor me consumia de novo, mas dessa vez, por pouco tempo. E quando tudo parecia estar fora do lugar, me lembrei de um detalhe: O ano esta acabando, lembra?
-Tudo foi escrito a meses atras e hoje tudo isso ainda faz sentindo, imprecionante, não é mesmo? #

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